O Facebook anunciou hoje (10) um novo sistema de autorização para os responsáveis por páginas de grandes audiências. A novidade faz parte de medidas adotadas pela plataforma nos últimos meses com o intuito de dar resposta às críticas pela difusão de desinformação e multiplicação de discurso de ódio no interior da rede.

A exigência será implementada inicialmente nos Estados Unidos e deve depois ser expandida para outros países. Mas não há previsão de quando ela passará a valer no Brasil. O objetivo é tornar “mais difícil para que contas falsas possam administrar uma página”, explicou a empresa em comunicado anunciando as ferramentas.

Para seguir publicando, os responsáveis pelas páginas terão de fazer um tipo de acesso mais seguro denominado “autenticação de dois fatores”. Além disso, a pessoa deverá confirmar o local de residência dela.

Informações

Outra medida anunciada foi a inclusão de mais dados sobre as páginas na seção “Informações e Anúncios”. O Facebook já havia anunciado que disponibilizaria registros sobre as páginas para que os usuários pudessem conhecê-la, como a data de criação. No comunicado divulgado hoje, a empresa informou que vai identificar também se uma página foi mesclada com outra.

Também será incluída uma seção denominada “Pessoas que gerenciam esta página”. Nela, diz a nota da companhia, será informado o país dos responsáveis. O mecanismo é uma resposta às acusações que o Facebook teria permitido a atuação de pessoas e organizações russas no debate das eleições presidenciais dos Estados Unidos de 2016.

A preocupação com a possível influência decorrente dessa atuação motivou a abertura de uma investigação no Congresso americano no ano passado. Também foi alvo de questionamentos durante o depoimento que o presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, deu ao parlamento do país em maio deste ano.

 

Fonte: Agência Brasil

Leia Mais: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-08/facebook-exigira-autorizacao-especial-para-paginas-de-grande-audiencia

O Facebook, a rede social utilizada por 2 bilhões de indivíduos que mudou a forma de as pessoas se relacionarem entre elas e com a política, e que está entre as dez maiores empresas de tecnologia do mundo, sofre um cerco em várias frentes desde que foi revelado, há quatro dias, que a consultoria política Cambridge Analytica, que participou das campanhas de Donald Trump e do Brexit, teve acesso ilegal aos dados de 50 milhões de seus usuários. Em dois dias, a companhia perdeu US$ 50 bilhões, 9,15% do seu valor de mercado.

Ontem, a imprensa americana revelou que a Comissão Federal de Comércio dos EUA decidiu investigar o caso, enquanto os Parlamentos Europeu e britânico e o Congresso americano cobraram explicações do fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg. As reações foram motivadas por reportagens publicadas no sábado pelos jornais “New York Times” e “Guardian”, que mostraram a amplitude do uso ilegal de dados pela Cambridge Analytica. Numa reação que muitos consideraram tardia, o Facebook baniu a consultoria, proibindo que mantenha páginas ou publique anúncios na rede social.

PAPEL-CHAVE DO ARTÍFICE DO TRUMPISMO

No Reino Unido, Elizabeth Denham, a chefe da Comissão de Informação, órgão regulador do direito à informação, anunciou que busca um mandado para coletar informações nos escritórios da Cambridge Analytica. Os britânicos já investigavam irregularidades na campanha Leave.EU, articuladora do Brexit. A comissão poderá punir o Facebook em até 4% de seus negócios globais quando uma nova lei de proteção de dados entrar em vigor, em maio.

— Chegou o momento de escutar um alto executivo do Facebook com autoridade suficiente para explicar este grande fiasco — disse Damien Collins, deputado que preside a comissão de Cultura do Parlamento. — Perguntamos insistentemente ao Facebook como empresas adquirem e retêm informações de usuários. Respostas de seus representantes subestimaram esse risco e foram enganosas.

Ontem, a Comissão Federal de Comércio (FTC) dos EUA abriu investigação sobre o uso ilegal dos dados. Ao menos 12 grupos civis pediram a ação. Fontes indicam que a FTC já avalia se a rede social descumpriu um acordo de 2011, quando se comprometeu a não repassar dados de usuários sem seu consentimento expresso. Segundo o “Washington Post”, se a FTC determinar que o repasse dos dados à Cambridge Analytica foge do que havia sido pactuado, a empresa poderá sofrer uma pesada multa de US$ 40 mil (R$ 132 mil) por cada violação. Não há prazo para análise, mas este tipo de investigação costuma terminar em menos de um ano.

Com isso, as ações do Facebook caíram 2,6% (após um baque de 6,72% na segunda-feira). Somadas as perdas, a desvalorização chega a US$ 50 bilhões — R$ 165 bilhões, valor superior, por exemplo, ao total das ações do Banco Santander no Brasil. Com os números, Zuckerberg é a pessoa que mais perdeu dinheiro no mundo em dois dias: US$ 9 bilhões. As ações do Twitter e do SnapChat também caíram em 2,5% e 10%.

A Cambridge Analytica é acusada de comprar, com a intenção de influenciar eleições, os dados pessoais recolhidos por um aplicativo que funcionava dentro do Facebook. Com os dados, podia fazer campanhas, dentro e fora da rede, voltadas a grupos específicos de eleitores.

O articulador da relação entre a campanha de Trump e a Cambridge Analytica foi Stephen Bannon — então CEO do site ultranacionalista Breitbart News, e que viria a integrar o conselho diretor da empresa, se tornaria braço direito de Trump na campanha e depois trabalharia na Casa Branca.

— Fizemos toda a pesquisa, todos os dados, estatísticas. Montamos os públicos-alvo. Fizemos toda a campanha digital, e nossos dados deram forma à estratégia deles — gaba-se o CEO Alexander Nix num vídeo revelado ontem pelo Channel 4 News.

A rede social se disse ontem “escandalizada” e prometeu “aplicar energicamente políticas para proteger a informação privada”.

— Devemos saber se eles (o Facebook) estão realmente preparados para liderar a indústria na implementação de mais controles para prevenir tudo isso — disse a senadora democrata Dianne Feinstein, defendendo convocar Zuckerberg para depor.

As instituições europeias também pressionaram a rede social: “O Facebook precisa esclarecer ante os representantes de 500 milhões de europeus que dados pessoais não estejam sendo usados para manipular a democracia”, cobrou no Twitter Antonio Tajani, presidente do Parlamento Europeu.

CEO É SUSPENSO APÓS SUGERIR TÁTICAS BAIXAS

No mais novo escândalo, o repórter do Channel 4 News se passou por um funcionário de uma família rica do Sri Lanka que queria ajudar a promover políticos aliados. Em encontros entre novembro e janeiro, marcados secretamente, Nix e outros executivos se vangloriam de contratar empresas de fachada e ex-espiões em nome de clientes, além de sugerirem o uso de propinas e prostitutas para chantagear políticos. Nix chega a falar em “enviar meninas para candidatos”, elogiando ucranianas.

Ontem, mesmo após acusar a reportagem de “deturpar grosseiramente” a empresa, a Cambridge Analytica suspendeu Nix, dizendo que suas falas “não representam valores ou operações da firma”. O cofundador da Cambridge Analytica e agora delator Christopher Wylie, que revelou o caso, anunciou ontem que vai depor na Comissão de Inteligência da Câmara como parte da investigação sobre a interferência russa na eleição de 2016, em suposto conluio com a campanha de Trump.

 

Fonte: MSN

As redes sociais Facebook e Twitter, além de importantes veículos de imprensa de todo o mundo, se uniram a uma coalizão de empresas de mídia e tecnologia para tentar filtrar notícias falsas na internet. Anunciada nessa terça-feira, a rede de parcerias que envolve gigantes da internet e respeitados veículos de imprensa é gerenciada pela organização First Draft News, que pertence ao Google, e busca analisar formas de melhorar a qualidade do jornalismo contemporâneo.

De acordo com Jenni Sargent, diretor da First Draft, a coalizão pretende treinar jornalistas, criar um “código de conduta” para as empresas de mídia e lançar uma plataforma colaborativa de verificação de informações. “Cada parceiro está comprometido em compartilhar conhecimento, desenvolver políticas e oferecer treinamento sobre como jornalistas podem usar as redes sociais para procurar e divulgar notícias”, informou o grupo em comunicado.

Entre os parceiros que se uniram à causa estão grandes nomes da imprensa tradicional, como The New York Times, Washington Post e Le Monde, além de sites como BuzzFeed. O anúncio acontece em um momento de preocupação crescente sobre o papel das redes sociais, principalmente do Facebook, na proliferação de notícias falsas e informações duvidosas. Fundada no ano passado, a First Draft já ajudou o YouTube a filtrar conteúdo produzido por usuários, além de outros projetos.

 

Fonte: Veja

O Snapchat encerrou oficialmente a sua página no Facebook, uma decisão que causou alvoroço entre os internautas, que rapidamente a relacionaram com a rivalidade entre as duas empresas tecnológicas.

A decisão está relacionada com a falta de atividade da página, segundo a empresa. Apesar das 6,5 milhões curtidas, a página do Snapchat na rede social foi atualizada pela última vez em agosto de 2013. Mesmo na melhor fase de atividade do Snapchat no Facebook, as publicações eram feitas com meses de distância entre elas, aponta o The Next Web.

O Facebook tem olhado para o Snapchat como um caminho a ser seguido. A aposta nos vídeos e num público mais jovem são um sinal disso mesmo, assim como a integração das Stories no Instagram, o que tem acentuado ainda mais a rivalidade entre as duas empresas.

 

Fonte: Noticias Ao Minuto

A Justiça Federal no Amazonas autorizou o bloqueio de R$ 38 milhões do Facebook em razão do descumprimento de uma decisão judicial que determinava a quebra de sigilo de mensagens trocadas por meio do Whatsapp para investigação criminal. As informações foram divulgadas pelo Ministério Público Federal. Tanto a investigação que motivou o pedido de informações ao Facebook como o processo no qual foi estabelecida a multa tramitam sob segredo de Justiça.

O valor de R$ 38 milhões corresponde à soma de multas individuais de R$ 1 milhão para cada dia de descumprimento da decisão judicial. Além da quebra do sigilo das mensagens, também foram solicitados dados de cadastros feitos no aplicativo.

O Facebook Brasil argumentou que os conteúdos solicitados pela Justiça são de responsabilidade dos operadores da empresa nos Estados Unidos e na Irlanda. Segundo a empresa, seria necessário realizar uma cooperação internacional para cumprir a decisão judicial. O MPF no Amazonas, no entanto, entende que é possível aplicar a legislação brasileira mesmo nos casos em que a empresa é sediada no exterior, já que a oferta de serviços atinge a população brasileira e há estabelecimento da empresa no País.

“Ao conferir proteção absoluta à intimidade, a empresa (Facebook) ultrapassa o limite do razoável, criando um ambiente propício para a comunicação entre criminosos, favorecendo aqueles que cometem crimes graves, como terrorismo, sequestro, tráfico de drogas etc”, entendeu o procurador da República Alexandre Jabur, responsável pelo pedido de multa à empresa.

De acordo com o Ministério Público, a aplicação de multas é uma medida prevista no Marco Civil da Internet. Segundo o procurador da República, é possível ainda solicitar o bloqueio do serviço no País, no caso de descumprimento da ordem judicial.

 

Fonte: MSN

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